UM POUCO DE HISTÓRIA

25/07/2012 08:55

Quando se fala em história da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil logo vem à lembrança a data do "31 de Julho". Isso é mais do que natural face à importância da data do nascimento de nossa querida Igreja. Os nomes de Eduardo Carlos Pereira, Othoniel Mota, Vicente Themudo Lessa, Alfredo Borges Teixeira, dentre outros, estão fortemente presentes na lembrança e na memória da Igreja Independente. No entanto, a história da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil é mais do que o "31 de Julho": Temos quase cento e nove anos de vida, de realizações, de ministério frutífero para o Reino de Deus. Vale a pena recordar alguns detalhes entre muitos de real importância à proclamação do evangelho através da nossa IPI do Brasil.

Já no final do século XIX, a Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos estava dividida em duas partes, por causa da questão da libertação dos escravos e consequente Guerra da Secessão. Isso significava que o Brasil era alvo do trabalho de duas Igrejas Presbiterianas do mesmo país. Vários missionários que trabalhavam aqui eram filiados ao "Board" de Nova Iorque (Igreja do Norte dos EUA) e outros eram filiados ao "Committee" de Nashville (Igreja do Sul dos EUA). Nem sempre havia acordo pleno entre esses dois grupos de missionários. Com o correr do tempo foi se formando um corpo de pastores brasileiros. Nem sempre os pastores nacionais estavam de acordo com a forma de trabalho dos missionários estrangeiros. A respeito de muitas questões, esses grupos tinham opiniões diferentes. Talvez a mais importante delas tenha sido a questão da evangelização indireta. O fato é que vultosos recursos financeiros eram empregados em instituições de ensino criadas pelos missionários. Alegava-se que, através de tais instituições, o evangelho estaria influenciando a sociedade brasileira. Alguns líderes do Presbiterianismo brasileiro, porém, achavam que esses recursos seriam mais úteis se fossem empregados na evangelização direta. E é aqui que destacamos a figura do Rev. Eduardo Carlos Pereira, na organização da IPI do Brasil.

A IPIB nasceu pequena. No entanto, o fervor inicial, que era muito grande, propiciou à Igreja um crescimento muito expressivo. Em pouco mais de dez anos, a nova Igreja quase alcançou o mesmo número de membros da Igreja Presbiteriana, da qual saíra em 1903. Era tão impressionante esse crescimento e tão significativo esse fervor que a IPIB ganhou um carinhoso apelido: "Igrejinha dos milagres"! Os estudiosos sugerem que três razões colaboraram, e em muito, para esse crescimento inicial dos presbiterianos independentes:

  1. A pregação anti-maçônica - ainda inflamados com o tema que determinou o nascimento da IPIB, conquistaram muitos simpatizantes com essa pregação, que afirmava a pureza doutrinária da Igreja de Cristo;
  2. O deslocamento de crentes para outras regiões do país - no início do século XX muitas famílias mudaram-se para novas regiões de povoamento, particularmente em partes do Estado de São Paulo, Minas e Paraná. Isso levava a mensagem evangélica junto com as famílias migrantes;
  3. A evangelização propriamente dita - sem dúvida, diante da necessidade do anúncio do evangelho, os primeiros presbiterianos independentes eram muito fervorosos, trazendo muitas pessoas, em especial parentes e vizinhos.

Vale a pena recordar e conhecer a história da nossa Igreja. O valor da história nos proporciona a possibilidade de uma recordação do passado, análise do presente e projeção do futuro. Devemos com alegria e emoção agradecer a Deus pela vida e história da Igreja que nos acolheu e continua nos ajudando no crescimento espiritual, tanto de nossas vidas quanto de todos os nossos amigos e parentes.

Rev. Silas de Oliveira

Extraído do site da IPI do Brasil (adaptado)