TEMPO DE ORAÇÃO

30/08/2010 16:22

 Lucas 11.1-4

 Existe, hoje em dia, a necessidade de aprender "como orar"? Com absoluta certeza, podemos afirmar que sim. Nas diversas passagens bíblicas percebemos a súplica dos servos e servas do Senhor em busca da prática de uma oração que chegasse aos ouvidos do Criador. Afinal de contas, toda a criatura necessita do seu Criador para que ganhe vida e se transforme em instrumento útil à sociedade.

No texto citado acima, notamos o lado cuidadoso e reservado de Jesus, no quesito oração. O Mestre foi um homem de constante oração. Interessante notar que Cristo se dirige ao Pai, sendo constantemente observado por seus discípulos, que também não resistem e pedem: “Senhor, ensina-nos a orar” ( v.2 ). Jesus, sabedor das necessidades dos seus discípulos atende ao pedido, ensinando-lhes a belíssima oração do Pai Nosso.

Entre os diversos ensinamentos preciosos encontrados nesta oração, dois deles merecem destaque. O primeiro refere-se à invocação. O Mestre usa a palavra “Pai”, para demonstrar sua intimidade com Deus. Um gesto totalmente revolucionário para a época em que o pai era visto como o patriarca dos lares que definia o futuro de tudo e de todos. O segundo momento refere-se a expressão “santificado, seja o teu nome”. Jesus deseja que a vinda do Reino seja recebida por pessoas que vivem sob a prática da santificação, buscando sempre a orientação divina em todos os momentos da vida.

O texto é um convite à reflexão sobre nossa vida de oração. Jesus foi modelo aos seus discípulos, ensinando-lhes a estrutura perfeita da verdadeira oração. O pedido dos discípulos faz-se também necessário para o nosso tempo. Vivemos em um mundo órfão, onde a figura do Pai nem sempre se apresenta como modelo aos filhos deste século. A oração nos convida à intimidade! Chamar Deus de Pai é aceitar sua autoridade e seus conselhos que determinam o rumo da nossa vida. Esta nova atitude de Jesus expressa toda confiança e ternura possível no relacionamento entre o Criador e sua criatura (Pai e filhos). Deus deixa de ser visto como alguém distante, somente como  "majestoso", "soberano", "tirano” ou "vingativo", perante o qual todos tremem ou se consomem em medo, para se transformar em um  amigo que nos  ouve em toda e qualquer situação. Dirigir- se ao "pai" significa reconhecer a situação de "filho" que busca permanentemente a santificação, convicto de que as soluções para os problemas que enfrenta  estão sob o controle divino.

Qual o grau de minha intimidade com Deus / meu Pai? Qual o tamanho de liberdade que tenho em conversar com meu próprio pai? Lembremos sempre que nossa santificação depende do grau de intimidade que temos com o Senhor.  Se não consigo deixar o passado, torna-se impossível minha santificação e conseqüentemente minhas orações tornam-se simples rezas sem nenhum poder de transformação.

Caro irmão (ã): busque ao Senhor em todo o tempo. Converse com Deus como filhos e filhas conversando com o Pai. Coloque suas lutas, alegrias e tristezas em suas mãos e aguarde em silêncio a resposta do Criador. Tenha absoluta certeza que seu amparo e sua companhia nunca lhe faltarão, pois Deus ama você!

 

Rev. Silas de Oliveira