S Ú P L I C A

12/11/2013 09:40

“Por isso jejuamos e suplicamos essas bênçãos ao nosso Deus, e ele nos atendeu”  (Esdras 8.23).

 

Quando estamos em situações confortáveis, com várias opções diante de nós para solucionar eventuais dificuldades, sentimo-nos seguros. Mas há circunstâncias na vida em que não temos muitas alternativas para resolver nossos problemas. Esdras encontrava-se numa situação assim.

O capítulo oito do livro de Esdras começa narrando os preparativos para que parte do povo judeu cativo na Babilônia retornasse a Israel. Com a ajuda de Deus, Esdras já havia obtido servidores para o templo em Jerusalém (vs 17,18). Outra necessidade era a proteção para o povo, pois a viagem seria perigosa. Em ocasião anterior, Esdras já afirmara ao rei que Deus protege quem o busca (22), e por isso não quis pedir-lhe soldados para escoltar a caravana. O rei poderia questionar o testemunho.  Como Esdras poderia dizer que acreditava em um Deus que está com quem o busca e agora depende de soldados e cavaleiros para chegar em segurança na cidade de Jerusalém? Que Deus seria esse?

A situação de Esdras não era confortável, pois o perigo de viajar com o povo era real.  Estavam carregando seus bens e havia crianças com eles. Os

registros históricos mostram que naquela época, uma caravana de viajantes era um alvo visado pelos saqueadores.  Por isso, Esdras lançou mão de sua melhor opção: jejuou e suplicou a Deus e Deus o atendeu.

Embora saibamos que sempre podemos clamar a Deus, parece que frequentemente encaramos este recurso como última alternativa, lançando mão da oração somente quando não conseguimos mais resolver o problema por conta própria. Só suplicamos a Deus depois que nossas opções se esgotam. Esdras não esperou que chegasse a esse ponto: ele dirigiu-se logo a Deus, em cuja proteção confiava plenamente. Lembre-se: o recurso da oração sempre está disponível e sempre deveria ser a nossa primeira alternativa.

 

Extraído de Presente Diário