O PADRÃO DE CRISTO PARA A ORAÇÃO

25/06/2012 15:12

Que contraste observamos entre as técnicas que proliferam hoje em dia e o padrão simples, mas glorioso que Cristo apresentou aos seus discípulos com respeito à oração: “Portanto, vos orareis assim...” ( Mateus 6.5-15 ). Cada crente verdadeiro pode chegar “confiadamente, junto ao trono da graça” ( Hebreus 4.16 ) em nome de Cristo ( João 16.23,24 ), sem qualquer intermediário a não ser Ele ( 1 Timóteo 2.5 ), como um filho de Deus ( 1 João 1.12,13 ), certo do amor e do cuidado do seu Pai (João 16.27 ). Esse grande privilégio ( e responsabilidade ) deve ser exercido individualmente e particularmente por cada crente ( Mateus 6.6) na plena certeza de que não é do nosso “muito falar” ( Mateus 6.7) – e, assim, de nenhuma outra técnica – mas do amor e da soberania de Deus que dependemos para termos as nossas necessidades satisfeitas.

 

Chegar, pela fé, à presença estonteantemente majestosa de Deus produz em primeiro lugar uma sensação de espanto, temor e adoração, ao considerarmos como é grande Aquele a quem oramos: “Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome” ( Mateus 6.9 ). O resultado imediato é a rendição de nossa vontade à Sua vontade num desejo ardente de que Deus seja conhecido, amado, adorado e honrado como deveria ser: “Venha o teu Reino, faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu (Mateus 6.10 ). A percepção de que todo o resto deve estar subordinado à vinda do Seu reino traz simplicidade de desejo e reconhecimento da completa dependência pessoal do próprio Deus para “vida, respiração e tudo mais” ( Atos 17.25 ); “o pão nosso de cada dia da-nos hoje” ( Mateus 6.11 ).

A oração só é possível porque Cristo satisfez as santas exigências da justiça de Deus para podermos ser perdoados. Sendo este o caso, ninguém pode esperar que Deus ouça suas orações se não perdoou a outros como Deus perdoou: “perdoa-nos as nossas dívidas ( pecados ), assim como nós temos perdoado aos nossos devedores...( por que ) se não perdoardes aos homens ( suas ofensas ) ( pecados contra você ), tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas” ( Mateus 6.12-15 ). Cada vez que oramos é um novo lembrete do fato de que Deus nos perdoou, e uma renovação da alegria e da liberdade que experimentamos quando não guardamos qualquer mágoa, ressentimento ou pensamento negativo contra qualquer pessoa, mesmo por um momento.

 

“Não nos deixe cair em tentação” ( Mateus 6.13 ) não implica que Deus faça tal coisa, “porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta” ( Tiago 1.13 ). Todavia, significa o reconhecimento de nossa fraqueza e absoluta incapacidade de viver a vida cristã com nossos próprios recursos. Como Paulo nos relembra: “Aquele, pois, que pensa estar em pé, veja que não caia (1 Coríntios 10.12 ). Nós “resistimos ao diabo” e ele foge de nós (Tiago 4.7 ), entretanto, não nos vangloriamos de nossa capacidade para agir assim, nem pedimos confrontações com o tentador; mas descansamos na vitória que Cristo conquistou.

 

Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém”. A oração produz adoração. Seu foco primário é o reino e a vontade de Deus, não as nossas necessidades, muito menos nossos desejos egoístas. Pela oração, nosso desejo se torna um anseio para a glória de Deus. Que libertação a verdadeira oração produz das reclamações, das lamentações e das ansiedades mesquinhas que causam tanta agonia aos que se ocupam apenas consigo mesmo! Seguindo o padrão de Cristo para a oração, nossos corações se enchem do seu amor, com alegria e gratidão e experimentamos a vitória que Paulo conheceu. Mesmo estando na prisão, enfrentando sofrimento e morte, Paulo podia sinceramente expressar seu desejo: “...em nada serei envergonhado; antes, com toda ousadia, como sempre, também agora, será Cristo engrandecido no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte. Porquanto, para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro” ( Filipenses 1.20,21 ).

 

 

Extraído do livro “Escapando da Sedução” de Dave Hunt, páginas 247-248