AS LIMITAÇÕES DO HOMEM (Jó 38.1-13; 28-30; 41 - 40.1-7)

12/06/2012 09:17

O livro de Jó traz, diariamente, a cada um de nós,  profundas e questionadoras lições que envolvem o relacionamento humano com Deus. Nele, encontramos a história de alguém que tinha tudo e ficou sem nada.  A religião oficial da época dizia que tudo o que Jó enfrentava era resultado do pecado, portanto,  castigo de Deus. Diante de tão cruel situação, Jó começa a questionar Deus, desejando saber por que tanto sofrimento?  A partir do capítulo 38,  Deus resolve dar um basta a tantos questionamentos. Agora é a vez de Deus fazer perguntas, situando seu servo em  um tríplice limite. As perguntas divinas giram em torno de três grandes limitações humanas.

  1.  Limite de duração -  O homem é contemporâneo de apenas uma parte dos feitos de Deus (38.4). Sua primeira limitação consiste em ter nascido depois que o mundo foi criado, ou seja, não participamos da formação do mundo e sim da sua conservação ( ou destruição ). Deus diz claramente a Jó:  -  Você é limitado eu não.  - Sua vida teve início e terá fim – a minha não.  - Você depende de mim – eu não dependo de você. - Você é pó – Eu sou Espírito.  - Você acaba – eu permaneço. Diante das perguntas que diariamente fazemos a Deus, cabe-nos a coragem em reconhecer as nossas limitações. Ao reconhecê-las, necessitamos  tomar a postura de Jó, que  após tantas perguntas , exclamou:  “Ponho a mão na minha boca –falei do que não sabia e não entendia. Eu te perguntarei e tu me ensinarás” (42.4 ).
  2. Limite do saber - Deus procura mostrar ao seu servo que o seu conhecimento é limitado. Observe lendo os seguintes textos: capítulo 38.8-11; 17 – 39.1,2. Os critérios de beleza, sabedoria e daquilo que é necessário para sobrevivência não são da nossa alçada. Deus procura ensinar ao seu servo que o humano tem limites no saber. Enquanto precisamos estudar para conhecer a Palavra, Deus é a própria palavra encarnada. Ele é o nosso Mestre Maior.
  3. Limite do poder -  Por 14 vezes Deus pergunta a Jó usando expressões como “quem gerou, quem encerrou, quem criou etc “. Procura mostrar o quanto o ser humano é impotente diante do Criador.  Deixa claro  que o mundo é seu e somos apenas mordomos a cuidar da criação. Faz com que Jó entenda que a Palavra humana nada cria ao afirmar que quando os filhotes de corvos estavam com fome, eles gritavam por Deus e não por Jó ( 38.41 ).

A fascinante história deste personagem bíblico revela-nos um pouco de cada um nós. Quantas são as nossas perguntas e questionamentos diante da realidade de vida que temos. Quantos são os nossos por quês? Deus ensina através do seu servo que somos limitados e carecemos da sua graça. Precisamos ouvir as suas respostas, com humildade e pureza de coração. Coloquemos nossas vidas diante do Criador e estejamos atentos às respostas que Ele mesmo deseja nos dar, dia após dia.

 

Rev. Silas de Oliveira