ANO DO JUBILEU – TEMPO DE PERDÃO! Levíticos 25.8-34

17/04/2013 09:06

O ano do jubileu era uma das datas mais aguardadas pelo povo judeu. Sua história e organização fazem partes das orientações divinas dadas por Deus, para que o seu povo experimentasse a bênção da renovação.  A oportunidade de começar de novo sempre foi uma máxima divina, diante das situações adversas da nação.

Após anos de lutas, sofrimentos e escravidão, o próprio Deus traz uma proposta de recomeço. No ano do jubileu, nada, que viesse a prejudicar o próximo ou danificar a terra deveria ser executado. Era um tempo de olhar para a história e contar as bênçãos.  As dívidas deveriam ser anuladas. Os empréstimos zerados. A terra perdida seria recuperada. Aqueles que se venderam como escravos, para pagar hipotecas impossíveis de serem pagas, seriam libertados. Enfim, o país no ano do jubileu deveria recomeçar do zero a sua caminhada. Era o ano do perdão!

Perdão era a palavra chave diante de tantas situações de sofrimento. O próprio Deus vem ao encontro do seu povo e propõe o recomeço. Biblicamente, esta é uma das grandes marcas do amor divino demonstrado ao seu povo, em toda a história da humanidade. Deus oferece a oportunidade do começar de novo, independente de qualquer situação vivida.

Estamos no ano do nosso jubileu de organização! Se há cinquenta anos um grupo de pessoas fiéis ao Deus Eterno não  levantasse a bandeira do Pendão Real, talvez hoje, seríamos ainda uma pequena congregação ou quem sabe nem mais existiríamos.  Graças ao amor de Deus somos uma Igreja que proclama as verdades do evangelho.

Ao comemorarmos nosso Jubileu de Ouro, cabe-nos também a necessidade de confessar. Necessitamos aproveitar esta belíssima data para confessarmos ao Senhor nossos pecados como instituição e o nosso desejo de recomeçar. É tempo de compreender que Deus nos dá sempre a oportunidade do novo e a capacidade de perdoar e ser perdoado, reconstruindo a comunhão.

Vamos continuar escrevendo a nossa história, para que as futuras gerações, ao lê-la, reconheçam em nós, homens e mulheres de Deus.  Há tanto por fazer e tantas vidas a evangelizar. Que as nossas vidas sejam sempre disponíveis nas mãos de Deus, a serviço do seu Reino.

 

Rev. Silas de Oliveira