A INTEGRALIDADE DO SERVIÇO CRISTÃO

03/06/2013 13:40

“Encorajo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Romanos 12.1).

O apóstolo Paulo usa nesta passagem a palavra corpo para designar a integralidade do serviço cristão. Não podemos, simplesmente, apresentarmo-nos diante de Deus apenas com as nossas emoções, palavras, dízimos ou espiritualidade. Deus quer a nossa totalidade. O ato de apresentar-se significa desprendimento para atender o chamado de Deus. E a missão que temos recebido de Deus é  que devemos aproveitar todo o tempo  para  ensinar a Sua Palavra.

A anulação do corpo foi uma doutrina que surgiu na Grécia Antiga. Foi a filosofia platônica que se encarregou de influenciar o cristianismo por vários séculos, proclamando uma total anulação do corpo. Segundo Platão, o corpo faz parte de uma realidade temporal, caótica; representa fundamentalmente as fraquezas humanas.  É preciso vencer essas fraquezas com a  força da alma.

Este pensamento representa um grande perigo à Igreja. Os movimentos pentecostais seguem piamente esta doutrina, supervalorizando a alma ou o espírito. Parece até que vivem voando como anjos, numa outra realidade. Eis o grande problema! Enquanto muitos super-crentes voam, os encarcerados, os oprimidos, os marginalizados estão aqui na terra clamando por socorro. Devemos

lembrar o símbolo da cruz: vertical e horizontal; é a nossa relação com Deus e com o próximo.

É tempo de ensinar a Palavra! Portanto, o conselho que recebemos do apóstolo Paulo é o de que não podemos nos apresentar diante de Deus apenas com a nossa boca ou coração para ações que se resumem a práticas religiosas. Antes, devemos nos apresentar com a integralidade de nosso corpo. Precisamos ensinar a palavra a qualquer tempo, dispondo-nos ao cuidado de todos os que sofrem sob o poder das trevas.

 

Extraído da Agenda 2013 da IPI do Brasil