“NÃO VOS DEIXAREIS ÓRFÃOS...” (João 14.16-18)

27/05/2011 15:13

 Quais foram suas perdas ou ganhos ocorridos durante a semana? Como foi a sua semana, seja no trabalho, no lar, nos estudos ou em qualquer outra situação que a vida lhe reservou? Quando perdemos, vivemos a sensação de tristeza e rompimento com pessoas ou coisas que tanto amamos; quando ganhamos, desejamos comemorar e contar da nossa alegria a todos que tanto amamos.

Jesus, em suas últimas instruções, preocupou-se com a situação dos seus discípulos. Não desejava partir, deixando-os sozinhos. Sabia que não suportariam tão grande pressão, pois estariam totalmente expostos às ameaças sofridas pela Igreja do primeiro século. A promessa do Consolador chega como um bálsamo ao coração dos seus discípulos que precisavam de forças para a continuidade do trabalho. Pensando nisso, surge a promessa preciosa de Cristo afirmando que “não vos deixarei órfãos, mas voltarei para vós outros”. A expressão de Jesus pode ser compreendida em pelo menos três grandes momentos que envolvem pessoas ou famílias que vivem sob o clima de orfandade.

Primeiramente, órfão é aquele/a que é privado da paternidade.  Sabe que existe, mas não pode conhecer, abraçar e beijar a pessoa que o gerou, sendo privado de qualquer contato. Quantas vezes não nos sentimos privados da graça de Deus. Parece que estamos sozinhos, mesmo sabendo que Ele existe, contudo não temos força para tocá-lo, abraçá-lo e buscá-lo. Independente das nossas forças, Cristo continua dizendo que não estamos e muito menos somos órfãos, privados de sua graça e de seu infinito amor

Em segundo lugar, órfão é aquele que se sente vazio em suas relações familiares. É o vazio da perda, de não mais conseguir estar junto da pessoa que tanto ama. Podemos dizer que é uma sensação constante de ser vazio e não apenas de estar vazio, culminando, muitas vezes, em plena sensação de abandono. Quantas vezes não sentimos um enorme vazio como se todos tivessem nos abandonado, ou como se tivéssemos perdido a pessoa que mais amamos. Independente das nossas forças, Cristo continua dizendo que não estamos órfãos, pois Ele mesmo nos requer como filhos, preenchendo todo o vazio de nosso interior

Finalmente, podemos dizer que órfão é que aquele que perdeu o seu protetor. Aqui falamos da dor da perda e do rompimento das relações familiares. É a experiência de procurar e não achar, como se estivesse sozinho em um lugar de grande perigo. Independente das nossas forças, Cristo continua dizendo que Ele é o nosso protetor, nossa rocha e fortaleza nas horas de aflição.

Querido irmão/ã: a promessa de Cristo feita aos discípulos no passado continua atual. Nos momentos de aflição não deixe de olhar para Cristo, que através do seu Espírito nos consola e conforta, oferecendo-nos a segurança e paz em meio às lutas e desafios que a vida nos reserva. Deixei Cristo cuidar do seu lar, orientando sua vida e família eternamente. Siga a Cristo, sempre firme nas promessas do Salvador!

 

Rev. Silas de Oliveira